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A Cor de Coraline – Resenha

por Isa
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Quando Pedrinho pede a Coraline “me empresta o lápis cor da pele?”, Coraline para, pensa, repensa, faz cara de lagosta e percebe que não sabe o que Pedrinho quer… qual das doze cores de sua caixa de lápis de cor seria essa?

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E é interessante como uma pergunta simples, nos traz reflexão. Como pode haver um lápis cor da pele em um país e em um mundo com tantas variedades de cores de pele?

O desenrolar da história é construído em cima desse questionamento.  E, para tentar encontrar a resposta, Coraline avalia todas as cores da sua caixa de lápis e descobre a beleza de cada uma delas.

A história é divertida e o tema é tratado de forma leve em uma linguagem simples e clara. Um ótimo jeito de explicar sobre diferenças e o respeito pelo outro e pela cor da pele.

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Afinal, a diversidade torna nosso mundo mais interessante, mais rico e colorido. Algo bom de se valorizar.

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As ilustrações são caprichosas e muito lindas.

O autor

Alexandre Rampazo é paulistano, formado em Design pela Faculdade de Belas, tem diversos livros publicados. O livro A cor de Coraline ganhou o Selo Seleção Cátedra 10 Unesco de leitura – 2017 e foi finalista do Prêmio Jabuti 2018, na categoria Infantil e Juvenil.

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Nossa avaliação

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Se você se apaixonou pela história de Coraline e Pedrinho assim como nós, aproveite para passar valores bacanas para o seu filho desde cedo.

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1 comentários

Rita Isabel 13 de outubro de 2025 - 07:40

A leitura de literaturas afro-brasileiras é um ato de reconhecimento e valorização das nossas raízes. Ao apresentar às crianças histórias com protagonistas negros, com traços, cabelos e culturas semelhantes às suas, permitimos que elas se vejam representadas e sintam orgulho de quem são. A construção da identidade passa pela palavra, pela imagem e pelo pertencimento — e quando a escola oferece narrativas que afirmam a beleza da negritude, ela combate o silêncio e o preconceito, transformando a leitura em um instrumento de autoaceitação e empoderamento. É na literatura que muitas crianças encontram o reflexo da própria história e aprendem a amar a sua cor.

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